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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

AIDS: tratamento como prevenção apresenta os primeiros resultados

O Brasil chega este ano com 29% a mais de pessoas em tratamento com antirretrovirais pelo Sistema Único de Saúde (SUS), na comparação com 2013. De Janeiro a Outubro do ano passado, 47.506 pessoas entraram em uso de medicação antirretroviral, sendo que neste mesmo período de 2014 foram 61.221 pacientes. No total acumulado, quase 400 mil pessoas já estão em terapia com estes medicamentos, neste ano. Os dados são do Boletim Epidemiológico de HIV e Aids 2014, divulgados pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, nesta segunda-feira, em Brasília, por ocasião do Dia Mundial de Luta contra a aids (1º de dezembro).
O crescimento no número de pessoas em terapia com antirretrovirais é um dos impactos do Protocolo Clínico de Tratamento de Adultos com HIV e Aids, lançado em 1º de dezembro do ano passado. O protocolo garantiu acesso aos antirretrovirais a todas as pessoas com testes positivos de HIV, mesmo aquelas que não apresentem comprometimento do sistema imunológico.
Outro resultado positivo do protocolo, lançado há um ano, é o aumento expressivo de pessoas que iniciam o tratamento com CD4 acima de 500, ou seja, pessoas soropositivas com imunidade normal. Os dados do novo boletim indicam que 37% dos pacientes que entraram em tratamento em 2014 tinham CD4 acima de 500. Isso demostra que protocolo está funcionando: os médicos estão prescrevendo de acordo com a diretriz do Ministério da Saúde e os pacientes estão tomando corretamente os medicamentos prescritos.
AVANÇOS - O Brasil tem adotado, nos últimos meses, uma série de medidas para controle da transmissão, entre elas a ampliação da testagem de HIV em populações chaves (gays e homens que fazem sexo com homens, transexuais e travestis, pessoas que usam drogas e profissionais do sexo), além da facilitação do acesso de medicamentos, com a incorporação de novas formulações mais fáceis de serem usadas pelas pessoas vivendo com HIV/AIDS. Em 2014 o Ministério incorporou o 3 em 1 no Rio Grande do Sul e no Amazonas e já estendeu a compra para todo país. Além disso, incorporou o 2 em 1 e o Ritonavir termoestável, que dispensa a conservação em geladeira, dentre outras novidades. Todas essas medidas irão proporcionar que um grande número de pessoas possam se beneficiar do início precoce da terapia.
Com a adoção destas medidas, o Ministério da Saúde pretende cumprir a meta estabelecida pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) e pela Organização Mundial da Saúde, conhecida como 90-90-90, até 2020. A meta é testar 90% da população brasileira e, das pessoas que apresentarem resultado positivo, tratar 90%. Como resultado, conseguir que 90% das pessoas tratadas apresentem carga viral indetectável.
CAMPANHA – Pela primeira vez o Ministério da Saúde apresenta em uma campanha a estratégia de prevenir, testar e tratar. A campanha, lançada neste dia 1º de dezembro, tem como público alvo os jovens. Haverá também material segmentado para a população jovem gay e travestis. A estratégia deste ano prevê a continuidade da campanha, com adaptações, para festas populares, como carnaval e outros eventos, durante todo o próximo ano.
NOVOS NÚMEROS – De acordo com o novo boletim epidemiológico, cerca de 734 mil pessoas vivem com HIV e aids hoje no país. Deste total, 80% (589 mil) foram diagnosticadas. Desde os anos 80, foram notificados 757 mil casos de aids no país. A epidemia no Brasil está estabilizada, com taxa de detecção em torno de 20,4 casos, a cada 100 mil habitantes. Isso representa cerca de 39 mil casos de aids novos ao ano.
O coeficiente de mortalidade por aids caiu 13% nos últimos 10 anos, passando de 6,1 caso de mortes por 100 mil habitantes em 2004, para 5,7 casos em 2013. Do total de óbitos por aids ocorridos no país até o ano passado, 198.534 (71,3%) ocorreram entre homens e 79.655 (28,6%) entre mulheres.
Em julho deste ano, a revista britânica The Lancet, uma das mais importantes publicações científicas da área médica, divulgou um estudo mostrando que o tratamento para aids no Brasil é mais eficiente que a média global. Segundo o estudo, as mortes em decorrência do vírus HIV no país caíram a uma taxa anual de 2,3% entre 2000 e 2013, maior do que os 1,5% registrados globalmente.
FUNDO POSITHIVO – No Dia Mundial de Luta contra a Aids, o Ministério da Saúde também anunciou o lançamento do Fundo Nacional de Sustentabilidade às Organizações da Sociedade Civil que trabalham no campo das DST/AIDS e Hepatites Virais. O fundo tem como meta arrecadar recursos da iniciativa privada para financiar projetos sociais de Organizações da Sociedade Civil (OSCs).
PERÍCIA – Durante o evento, também será apresentado o Manual de Diretrizes para concessão de benefícios por incapacidade laborativa do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O documento é fruto do esforço conjunto dos ministérios da Saúde e da Previdência e irá subsidiar os peritos do INSS na avaliação de incapacidade laborativa de pessoas vivendo com HIV/AIDS.
O documento contém as inovações do tratamento com antirretrovirais, considerando, além do bem-estar físico, outros aspectos relevantes para a análise médico-pericial, como as condições psíquicas e sociais, decorrentes de doença. O manual também dá atenção especial à questão do estigma e da discriminação, ressaltando os aspectos sociais, psíquicos e comportamentais da pessoa que vive com aids.
Outra novidade no documento é a ampliação do conceito de indivíduo sintomático que pode envolver, não só a síndrome e doenças associadas à aids, como também as complicações crônico-degenerativas, sequelas, efeitos adversos dos medicamentos para outras doenças e também aos antirretrovirais.

Fonte: Nivaldo Coelho, Portal da Saúde

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Seminário Internacional


O Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas (PPGCF) da Universidade Federal do Piauí (UFPI) convida a todos a participarem da palestra intitulada: "5-(trifluoromethyl) azafulvenium methide, intermediate that undergoes reaction through Unusual cycloaditions", que será ministrada pelo Prof. Dr. José Walter Pelaéz (professor do departamento de Físico-Química da Faculdade de Ciências Químicas da Universidade Nacional de Córdoba, Argentina) que será realizada no dia 03 de Outubro de 2014 a partir das 9 horas no Auditório do curso de Farmácia/UFPI. 
As inscrições são por via eletrônica através do endereço https://docs.google.com/forms/d/1frmEOA1rqCD3jbevhnjhuFvowybpP4Bu9ZHdpzGy1Xg/viewform, no valor de R$ 20,00 e o pagamento deverá ser efetuado por transferência ou depósito bancário no Banco do Brasil, conforme as informações abaixo:
- Agência: 0241-0
- Conta: 18215-X
- Favorecido da Conta (Corrente): Rivelilson Mendes de Freitas (Vice-Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas).
A comissão organizadora do evento informa que não será aceito depósito feito em caixa eletrônico (envelope) ou em cheque. O comprovante de depósito ou transferência deverá ser scaneado ou fotografado e enviado para o e-mail seminariosinternacionaisppgcf@gmail.com para confirmação da inscrição no evento. O nome no certificado será o mesmo apresentado nesse formulário.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Revista Saúde em Foco


A Faculdade Santo Agostinho (FSA), Teresina - PI, possui um periódico multidisciplinar das áreas de saúde (Biomedicina, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia, Medicina, Medicina Veterinária, Nutrição e Odontologia) chamado Revista Saúde em Foco que publica trimestralmente e está recebendo manuscritos científicos atualmente, dentre editoriais, artigos originais, artigos de revisão sistemática e relatos de casos, referentes a assuntos e estudos de interesse técnico- científico nas áreas das Ciências da Saúde, dirigida a pesquisadores, professores, profissionais e estudantes de cursos de graduação e pós-graduação. O seu objetivo é "publicar contribuições científicas originais sobre temas relevantes para a saúde em geral".
Para publicar artigos na Revista Saúde em Foco os pesquisadores devem seguir determinados passos, tais como: 

1) O artigo deve ser formatado em papel A4; margens superior (3 cm), inferior (2 cm), esquerda (3 cm), direita (2 cm); espaçamento de 1,5 linha e alinhamento justificado, empregando editor de texto MS Word, versão 6 ou superior, fonte Times New Roman tamanho 12 e máximo de 5000 CARACTERES , incluindo quadros, tabelas, notas, gráficos, ilustrações e referências.

2) A estrutura do artigo deverá ser a seguinte:
- Título completo em português, inglês ;
- Autor e filiação institucional;
- Titulação do(s) autor (es) em nota de rodapé;
- Opcionalmente, constar em nota de rodapé informações indicando as fontes de apoio financeiro e o evento científico em que o trabalho foi apresentado;
- Resumo em Português com cerca de 15 linhas ou até 250 palavras, sem parágrafos, contendo objetivo, metodologia, resultados e discussão e, conclusão ou considerações finais do trabalho. Os resumos deverão ter a versão em Inglês (abstract e as key words). Os artigos submetidos em Espanhol ou Francês deverão ter resumo e palavras-chaves no idioma original, em Português e em Inglês; e um mínimo de três e o máximo de cinco palavras-chaves em letras minúsculas, separadas por ponto e vírgula e não por ponto final; Descritores (unitermos, palavras-chaves):  devem estar na versão da língua selecionada para o texto (em inglês Keywords; em espanhol Palabras clave). As palavras-chave devem constar nos Descritores em Ciências da Saúde - DeCS - da BIREME (disponível no endereço eletrônico <http://decs.bvs.br>) ou Descritores em Ciências da Saúde, da Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde – LILACS; em inglês, usar os descritores do Medical Subject Headings-MESH, da National Library of Medicine.
- A introdução, deve definir o propósito do estudo, oferecer um breve resumo (não uma crítica) de estudos anteriores relevantes, indicar os novos avanços na investigação em curso, e os objetivos da pesquisa e outros elementos necessários para situar o tema explorado.
-Materiais e Métodos devem informar brevemente de maneira clara e suficiente para permitir que o estudo seja repetido por outros. Técnicas padrão só precisa ser referenciada.
-Resultados : Deve ser um relato conciso da nova informação que foi descoberto, com o mínimo julgamento pessoal. Não repetir no texto todos os dados das tabelas e ilustrações, mas descrever brevemente o que estes dados comportam.
-Discussão :  Incluir o significado da nova informação e relevância das novas descobertas à luz do conhecimento existente. Somente as citações indispensáveis ​​devem ser incluídas
- Na finalização do artigo apresentam-se as concusão correspondentes aos objetivos e hipóteses do estudo.
- Por último têm-se os elementos opcionais que são: apêndices e anexos.
Elementos Gráficos:
·         Figuras (Fotografias, Desenhos, Gráficos): as figuras e legendas deverão vir logo após as Referências (enumeradas em ordem consecutiva, na ordem do texto); Fotografias e ilustrações (figuras, mapas, gravuras, esquemas e fotos em preto e branco) também devem ser incluídas após as Referências (obrigatoriamente) com extensão TIFF ou JPG, resolução igual ou superior a 300 DPI, para permitir sua reprodução. Se houver figuras extraídas de outros trabalhos, previamente publicados, os autores devem providenciar permissão, por escrito, para a reprodução das mesmas. Esta autorização deve acompanhar os manuscritos submetidos à publicação.
·         Tabelas e quadros: as tabelas também devem ser incluídas no mesmo arquivo, logo após as Referências (enumeradas em ordem consecutiva, na ordem do texto) devem ter título breve.
·         Unidades: seguir as normas do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial-INMETRO, Homepage: www.inmetro.gov.br.
·         Abreviaturas e Siglas: a) forma padrão da língua portuguesa, inglesa ou espanhola. Quando não o forem, devem ser precedidas do nome completo quando citadas pela primeira vez; quando aparecerem nas tabelas e nas figuras, devem ser acompanhadas de explicação. Não devem ser usadas no título e no resumo e seu uso no texto deve ser limitado.
Os artigos podem ser elaborados de forma individual ou em grupo, contemplando, no máximo, cinco autores, podendo concorrer graduandos, graduados, estudantes dos cursos de Pós-Graduação, bem como pesquisadores e professores.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Encontro Estratégico em Ciências Farmacêuticas, II Seminário Ibero Americano de P & D de Medicamentos e I Simpósio Internacional de Farmácia Clínica



O Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas (PPGCF) da Universidade Federal do Piauí (UFPI) tem o prazer de convidar estudantes e profissionais a participarem do II Encontro Estratégico em Ciências Farmacêuticas, II Seminário Ibero Americano de P & D de Medicamentos e I Simpósio Internacional de Farmácia Clínica.
Os eventos acontecerão no Blue Tree Hotel, na cidade de Teresina - Piauí, nos dias 09 a 11 de abril de 2015 e as submissões dos trabalhos ocorrerão até o dia 15 de outubro de 2014 através do site: http://www.lapnex.com.br/eecf2015
Os trabalhos científicos apresentados serão divulgados na Revista Boletim Informativo Geum (http://www.ojs.ufpi.br/index.php/geum/index), Qualis B5 para Farmácia, na forma de artigos completos. 
O valor das inscrições varia de acordo com a categoria dos interessados e para mais informações, acesse o site do evento: http://www.lapnex.com.br/eecf2015/index_br.php

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Vírus Ebola

Desde que foi descoberto em 1976, o vírus Ebola tem produzido surtos em países africanos. Provavelmente a transmissão iniciou-se pelo contato dos humanos com os morcegos e outros mamíferos na África e seu nome vem de um rio chamado Ebola que passa na região onde tem-se os primeiros relatos de pacientes infectados. O último surto aconteceu há quatro décadas e matou mais de 1000 pessoas e o que tem assustado o continente africano é uma epidemia que se iniciou atualmente no Guiné. A OMS decretou estado de emergência internacional. Mas como o vírus é transmitido? E por que ele é tão perigoso?

O vírus é transmitido pelo contato da pessoa infectada através de fluidos corporais como sangue, suor ou secreções, sendo importante destacar que não é pelo ar, alimentos ou água. Ao penetrar no corpo, as células de defesa o levam aos gânglios e para o fígado, baço e glândulas adrenais. Essa invasão ao fígado provoca distúrbios na coagulação sanguínea, além de inflamação, o que leva o sangue a maior fluidez, fazendo com que haja extravazamento de líquido para fora dos vasos, ou seja, há hemorragia. O quadro hemorrágico é tão intenso que o paciente apresenta vômitos e diarreia com sangue, o que leva a um estado de choque e morte. Os sintomas são: dor de cabeça, febre, dores nos membros, músculos e articulações, vômitos, falta de apetite, diarreia e sintomas hemorrágicos. Atualmente não há tratamento para a infecção, apenas para os sintomas. O que se pode fazer é hidratação intensa do paciente.

Há pouco tempo, no início da epidemia, a OMS não se preocupava com uma disseminação mundial da doença. No entanto, é válido destacar que no dia 12 de agosto de 2014, o missionário espanhol Miguel Pajares faleceu pelo vírus Ebola. Ele trabalhava em um hospital, onde contraiu a doença que já matou mais de 1000 africanos. Antes de morrer, Miguel foi tratado com o medicamento ZMapp, que foi autorizado recentemente para testar nos pacientes infectados.

Os países mais atingidos pela epidemia são Guiné, Serra Leoa e Libéria, sendo que já há relatos de infecção na Nigéria, um dos maiores países africanos. Os vôos a partir desses quatro países foram proibidos numa tentativa de evitar a propagação do vírus. Para pessoas que planejam viagens à regiões onde há epidemia, aconselha-se não fazê-las para evitar o contato com o vírus e a possível infecção.
Fonte: globo.com

O medicamento em questão para o tratamento da doença é o ZMapp, desenvolvido pela Mapp Biopharmaceutical Inc., e ainda está em fase de teste em humanos, sendo que sua efetividade e segurança ainda não foram totalmente testados. O produto é a combinação de três anticorpos monoclonais que se ligam à proteína do vírus.

A ANVISA declarou que segue todas as diretrizes da OMS e do Ministério da saúde para o controle de doenças, não sendo recomendadas medidas de controle extraordinárias relacionadas à viajantes que venham ou se dirijam às áreas infectadas. Apenas aeroportos e fronteiras estão em estado de alerta. Declarou, ainda, que o atual estado é de monitoramento e que a possibilidade de haver casos importados é baixa.

Para mais informações, acesse:
www.globo.com

http://www.bbc.co.uk/portuguese

domingo, 27 de julho de 2014

Veneno de cascavel gera o mais potente analgésico

http://eternamenteamoanimais.blogspot.com.br/2012/04/cobra-cascavel-tres.html
O Instituto Butantã, órgão vinculado à Secretaria de Saúde de São Paulo, desenvolveu uma nova substância a partir do veneno de cobra cascavel, com um poder analgésico 600 vezes maior que o da morfina. A vantagem da nova droga é que ela não causa dependência física como a morfina, já que age em receptores diferentes, e será mais eficaz que os analgésicos hoje existentes para dores crônicas como as do câncer.
A ideia nascida com o fundador do instituto e pioneiro no estudo de serpentes no Brasil, Vital Brazil, somente agora pode ser colocada em prática, quando se conseguiu isolar as moléculas do veneno responsável pela analgesia. O próximo passo é a realização de testes clínicos, com apoio da Fapesp e do Consórcio Farmacêutico (Coinfar).
“A descoberta desta nova substância, extremamente potente e sem poder de dependência, podemodificar, de maneira única a utilização de analgésicos em pacientes”, afirma o diretor do instituto Butantã, Otávio Mercadante. A proteína do veneno da cascavel, a Enpak, responsável pelo formigamento e adormecimento do local da picada, só foi caracterizada, isolada e sintetizada 70 anos depois de ter sido usada empiricamente por Vital Brazil para aliviar as dores de pacientes com câncer.
Segundo a pesquisadora Yara Cury, do Laboratório de Fisiopatologia do Butantã, que coordena os estudos sobre a nova substância, o primeiro efeito da picada de uma cascavel é uma sensação de formigamento, seguida de adormecimento local. “Então a pergunta óbvia é: seria efeito de um componente analgésico do veneno?’, questiona a pesquisadora. ‘Procuramos registros e documentos sobre o assunto em arquivos e gavetas do instituto e descobrimos que Vital Brazil diluía o veneno e o enviava para o exterior’, contou Cury. Os médicos conhecidos de Vital Brazil utilizavam o remédio em pacientes com câncer e depois enviavam relatos que indicavam que o veneno (soluto) era muito eficiente no alívio da dor. Não havia menção à reações adversas.
Os documentos sobre o assunto remontam à década de 30 quando não havia estudos experimentais como os de hoje, daí a falta de informações mais detalhadas sobre o tratamento. ‘O que se sabia, conta Yara, é que o veneno da nossa cascavel, diferentemente de outras espécies de cascaveis, como as norte-americanas, é neurotóxico, mais parecido com o das najas indianas. Depois do soluto crotálico, desenvolvido pelo instituto, o Butantã passou a produzir o que eles chamam de ‘anaveneno’, tratado com formol, que era usado para aliviar dores reumáticas e nevralgias. Os produtos foram descontinuados na medida em que as normas de fabricação de medicamentos se tornaram mais rígidas para preservar a segurança dos tratamentos.
A partir daí a equipe da Dra. Cury começou as pesquisas em 1991 e conseguiu caracterização farmacológica da substância analgésica contida no veneno da cascavel. A grande surpresa é que ela revelou, em uma única dose, um poder de analgesia 600 vezes maior que o da morfina, resultado que se prolonga por até cinco dias, sem efeitos colaterais. Agora o medicamento entra em testes pré-clínicos, que vão determinar sua introdução no mercado.


Fonte: FAPESP

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Parabéns a todos os farmacêuticos!

           Parabenizamos todos os farmacêuticos brasileiros, em especial aos farmacêuticos piauienses pela data alusiva ao seu dia.
         Os farmacêuticos são a 3° profissão de saúde mais numerosa no mundo, com mais de três milhões de profissionais à serviço da humanidade. Somente no Brasil, já somos mais de 175.000 profissionais e atuamos em quase oitenta áreas diferentes.
        Há farmacêuticos trabalhando nas mais diversas áreas das análises clínicas, nas análise de alimentos, nas indústrias farmacêuticas e principalmente nas farmácias, posto de trabalho onde o profissional está mais próximo da comunidade que serve e recebe a denominação de "farmacêutico comunitário".
            Em muitos países, o farmacêutico comunitário é o profissional de saúde no quais a população depositam a maior confiança entre todas as profissões das quais recebem cuidados.
      Parabéns farmacêuticos. O vosso trabalho está diretamente ligado à ciência, a técnica e principalmente à ética a serviço da saúde e do bem!

Por: José Vílmore

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Palestra: Participação Popular no SUS




A principal e mais importante característica do nosso SUS é que a sociedade pode e deve participar no dia-a-dia do sistema. Para isto, devem ser criados os Conselhos e as Conferências de Saúde, que visam formular estratégias, controlar e avaliar a execução da política de saúde.

Conscientes da importância desta temática e visando a disseminação do conhecimento nesta área, o Grupo de Estudos sobre Uso de Medicamentos (GEUM) convida a todos para participarem da palestra: “Participação Popular no SUS”, ministrado pelo Prof. Dr. Jose Ivo dos Santos Pedrosa, a ser realizada no dia 02 (9-12h) de fevereiro de 2013 no Auditório do Curso de Farmácia.

O palestrante possui graduação em Medicina pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), mestrado em pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e doutorado pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). É Professor Adjunto IV do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Piauí(UFPI). Tem experiência na área de Saúde Coletiva, com ênfase em Promoção da Saúde, atuando principalmente nos seguintes temas: educação em saúde, promoção da saúde, avaliação de programas, participação social e politica de saúde.

As inscrições serão de 31 de janeiro a 02 de fevereiro de 2013 e os interessados devem ir ao Geum (Localizado no Bloco do Curso de Farmacia/UFPI) com um 1 Kg de alimento não perecível. Os alimentos arrecadados serão doados para instituições de caridades locais.

O GEUM é noticia na revista SAPIÊNCIA



O professor Lívio César Cunha Nunes, coordenador do GEUM foi entrevistado para SAPIÊNCIA. O objetivo desta foi conhecer e divulgar os trabalhos do GEUM em relação à conscientização da população e dos profissionais de saúde sobre o uso racional e o armazenamento correto de medicamentos.

SAPIÊNCIA é um informativo cientifico de publicação trimestral produzido pela Fundação de amparo à Pesquisa do Estado do Piauí. Neste trimestre o informativo teve como tema “PPSUS: Os caminhos para atender melhor”, no qual houve a publicação de uma série de noticias sobre as pesquisas relacionadas à saúde pública no estado.

O uso racional de medicamentos é de extrema importância para a saúde pública no Brasil e o GEUM promove ações para conscientização da população sobre o uso de medicamentos. Em um dos trabalhos comentados avaliou-se o perfil dos hipertensos em um bairro de Teresina. A pesquisa consistiu em um levantamento de dados e conscientização da população sobre a adesão ao tratamento, interações medicamentosas, locais de armazenamento dos medicamentos, entre outros. Os hipertensos que participaram da pesquisa eram acompanhados pelas equipes de saúde da família de uma unidade de saúde de Teresina – PI. Foi comentado ainda na reportagem sobre algumas campanhas desenvolvidas pelo GEUM, como a ação social em beneficio a população e a orientação a algumas pessoas em postos de saúde.

Receber este reconhecimento só nos deixa mais felizes e motivados. Nós que fazemos parte do GEUM esperamos continuar a ajudar a população sobre suas dúvidas em relação ao uso de medicamentos. 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Geriatras atacam uso de antioxidante e hormônio contra envelhecimento


Terapias que prometem combater os efeitos do envelhecimento, usando vitaminas, antioxidantes e hormônios, não têm comprovação científica de sua eficácia e podem aumentar os riscos de diabetes e câncer.
O alerta foi feito no dia 22 de maio de 2012 por especialistas brasileiros e estrangeiros na abertura do Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia, no Rio.
Eles querem elaborar um documento que subsidie o CFM (Conselho Federal de Medicina) e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) na formulação de novas regras que coíbam a prática da chamada "medicina antiaging" no país.
Oficialmente, ela não é reconhecida como especialidade médica, mas não há punição para quem a pratica.

Recomendações da sociedade de geriatria contestando preceitos do antienvelhecimento

Fonte: Folha de São Paulo
Crescimento de órgãos
Estudos mostram que essas drogas dobram o risco de tumores de fígado e aumentam em quatro vezes as chances de a pessoa ter diabetes. Também há relatos de acromegalia (crescimento de órgãos, inclusive o coração).
Para o geriatra Thomas Perls, professor da Escola de Medicina da Universidade de Boston (EUA), médicos que estão propondo essa terapia com o propósito de retardar o envelhecimento são "antiéticos e antiprofissionais".
"Nos EUA, não conseguimos muita coisa ao tentar coibir essa prática. Espero que vocês tenham mais sorte", disse Perls à Folha.
Outra crítica foi em relação à venda dos chamados hormônios bioidênticos, que também retardariam a velocidade do envelhecimento.
"Não há nenhum estudo científico sério que ateste algum benefício desses hormônios", afirma a presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Silvia Pereira.
"Não entendo por que o alarde. Os bioidênticos são produzidos e registrados no mundo todo", diz Edson Luiz Peracchi, presidente da Academia Brasileira de Medicina Antienvelhecimento.
Outros hormônios (como a testosterona e o tireoidiano) e vitaminas (E, C e betacaroteno) têm sido indicados com o mesmo objetivo, mas, segundo os especialistas, também não têm o apoio das evidências científicas.
Sobrecarga
Um dos riscos da ingestão desnecessária de vitaminas é a sobrecarga dos rins. Pesquisas recentes também associaram a vitamina E a um risco maior de câncer de próstata.
"Em geral, quem tem acesso a essa tal de medicina 'antiaging' é a elite. São pessoas que têm acesso ao conhecimento, mas preferem se iludir", diz Silvia Pereira.

Fonte: Folha de São Paulo